Amazon vai abrir 2 centros de distribuição no Brasil pensando na Black Friday

Amazon vai abrir 2 centros de distribuição no Brasil pensando na Black Friday

A norte-americana Amazon vai abrir dois centros de distribuição no país ainda este ano. O pontapé inicial será no Rio de Janeiro, onde a companhia ainda não tinha operação própria. A gigante do comércio eletrônico anunciou na terça-feira (14) a abertura de um espaço de 30 mil m² em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Em seguida, será a vez de estrear em Fortaleza, capital do Ceará.

A estratégia é reforçar a atuação, de olho nas vendas de Black Friday e Natal. Atualmente, a Amazon vem enfrentando forte concorrência com outras empresas do setor de comércio eletrônico, como Mercado Livre, Americanas, Magazine Luiza e redes de varejo, que vêm investindo em entregas ultrarrápidas, além de ampliarem suas operações logísticas.

Mil empregos no fim do ano

Com a chegada no estado do Rio e, em breve, no Ceará, a Amazon vai reforçar sua atuação geográfica no país. Hoje, a companhia conta com dez centros de distribuição, dos quais quatro são localizados em São Paulo, além de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

Segundo Ricardo Pagani, diretor-geral de Operações da Amazon no Brasil, o novo espaço no Rio de Janeiro vai gerar até mil empregos durante a temporada de fim de ano. Em um primeiro momento, estão sendo geradas 200 vagas diretas.

O novo centro de distribuição em São João de Meriti tem um espaço equivalente a quatro campos de futebol. O objetivo é aumentar a cobertura geográfica para permitir a entrega mais rápida dos produtos. Hoje, a empresa conta com entrega em 48 horas em 700 cidades dentro do programa de fidelidade Prime.

“Montamos os centros de distribuição em localizações estratégicas para aproximar os itens dos clientes e acelerar a velocidade de entrega. O espaço vai abastecer o estado do Rio e outros locais do Brasil. Até o fim do ano, vamos abrir outro centro em Fortaleza”, diz Pagani.

A empresa, que já conta com 5.200 funcionários diretos na área de operação no Brasil, vai ainda desenvolver um programa de apoio aos parceiros locais. Essa lista inclui empreendedores e transportadoras próximos aos centros de distribuição.

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Fonte: Agência O Globo, via IG

“O e-commerce é o futuro do Brasil”, aposta Fred Trajano, CEO do Magalu

“O e-commerce é o futuro do Brasil”, aposta Fred Trajano, CEO do Magalu

Em 2020, quando e-commerce era raro no Brasil, um executivo apostava no varejo online, tanto que chegou a ‘pagar o preço’ pela teimosia. Anos se passaram e a aposta de Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza, se realizou e continua em expansão. Nesta segunda-feira (13), Trajano conversou com Vivianne Vilela e Rodrigo Nasser, diretora de conteúdo e conselheiro do E-Commerce Brasil, respectivamente, durante o Fórum E-Commerce Brasil – Grand Connection. Confira os principais trechos da entrevista:

Vivianne Vilela e Fred Trajano no Fórum E-Commerce Brasil – Grand Connection. Foto: Valério Baeta
Vivianne Vilela: Como estão pensando as novas lojas físicas no futuro do Magalu e como está a revolução da experiência on e off?

Fred Trajano: Há 20 anos eu estou trabalhando para integrar o on e o off. Ninguém falava disso. Até pagamos o preço por isso com as nossas ações subvalorizadas. Falavam que a loja física ia morrer. Mas construímos as pontes e hoje todas as lojas funcionam como mini centros. Temos capacidade logística em 100% das lojas, seja com retira em lojas em minutos ou com entrega em até 1 hora. Isso só foi possível com integração de canais. Acredito que não vai ter mais on e off, essa divisão ficou para trás.

Rodrigo Nasser: Como é manter a cultura digital no dia a dia e como pensam em expandir para o restante do varejo?

Trajano: Eu comecei em 2000 o e-commerce e antes de 2017 já éramos grandes líderes no e-commerce brasileiro, provando que o e-commerce dá lucro. Nessa época, já tínhamos provado que o e-commerce multicanal tende é rentável e sustentável. O e-commerce é o futuro do Brasil.

No Magalu, a experiência é bem sucedida, mas tivemos que aprender muito. As operações puramente digitais não tinham aprendido, mas não é preciso passar por todas as dificuldades de pegar o analógico e digitalizar. A China era comunista e pulou direto para o online porque não tinha varejo. Aqui no Brasil temos 5.600 varejistas e 99% deles são analógicos. Por isso, eu queria muito compartilhar aquela experiência que desenvolvemos com essas empresas. Quero ajudar a digitalizar o país. Teve varejista que sofreu demais ou até teve que fechar as portas.

Nasser: Quais são suas apostas para os próximos cinco anos?

Trajano: Uma das minhas apostas é o social commerce. O Brasil é social por natureza. É o país que mais usa redes sociais, mas é incrível como o uso é pouco aproveitado para transação, que é o que gera emprego, venda e negócio. Na China, alguns e-commerces que surgiram há poucos anos chegaram à liderança no mercado apostando em social commerce e fazem esse mundo funcionar de forma integrada. Isso é natural do Brasil. A gente gosta de fazer as coisas juntos, de compartilhar. Precisamos integrar mais as ferramentas com as redes sociais, esse é um caminho bacana. Mas não esquecemos que o básico deve ser bem feito, entregar no prazo, entregar bom nível de serviço, troca rápida. Sempre inovar, mas fazer o arroz e feijão bem feito.

Vilela: Como foi liderar e quais lições você aprendeu nesses meses de pandemia?

Trajano: O momento é intenso e difícil. Uma coisa é a dificuldade econômica, outra coisa são suas decisões impactarem a vida das pessoas. São 44 mil pessoas nas minhas costas que poderiam adoecer. É preciso cuidado e carinho com essas pessoas, colocando as pessoas em primeiro lugar. Isso faz parte dos princípios norteadores. Primeiro é a saúde e segurança dos colaboradores. Fechamos as lojas antes de os governos decretarem o fechamento, trabalhamos protocolos para garantir que trabalhassem com qualidade.

Para o cliente pessoa jurídica, criamos uma plataforma para quem nunca vendeu online. O Paceiro Magalu foi criado em uma semana com o propósito de ajudar.

As lojas têm rixa com o online, mas eu sempre falava para verem a importância do e-commerce e que o online seguraria seus empregos e o faturamento. E foi o que aconteceu, tanto que tive que contratar mais 4 mil pessoas.

Por último, provamos que conseguimos fazer muito mais e muito mais rápido do que imaginávamos. Na pandemia, nos obrigamos a tomar decisões mais rápido e acelerar os processos. O que demoraria anos entregamos em semanas. Tem que acreditar na capacidade de fazer acontecer e desburocratizar as decisões da companhia.

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Por Dinalva Fernandes, da redação do E-Commerce Brasil.

Fórum E-Commerce Brasil Grand Connection acontece nos dias 13, 14 e 15. O evento de alcance global conta com a participação de especialistas e grandes nomes do comércio eletrônico. Acompanhe ao vivo.

AliExpress lança serviço de lockers em Espanha

AliExpress lança serviço de lockers em Espanha

O marketplace AliExpress lançou um serviço de lockers, promovido e operado pela Cainiao Smart Logistics Network, braço logístico do Grupo Alibaba, para a entrega de encomendas em Espanha. Em concreto, mais de 200 armários da marca já foram instalados em Madrid e Barcelona.

Este novo serviço junta-se à rede de pontos de recolha estabelecida pelo marketplace em conjunto com parceiros logísticos locais.

O principal objetivo desta iniciativa é melhorar a experiência de compra dos clientes do AliExpress em Espanha, oferecendo opções de entrega de última milha mais convenientes e seguras. Trata-se de uma solução prática que oferece maior agilidade e segurança aos clientes, dando-lhes a opção de retirar os pedidos nos horários que mais lhes convierem.

Nos próximos meses, a Cainiao continuará a instalar lockers com a marca AliExpress em diferentes locais, com a meta de ter mais de 600 até o final do ano, e adicionando mais cidades ao serviço num futuro próximo.

 

“Mercado prioritário”

A Espanha é um mercado prioritário para o AliExpress. Melhorámos o serviço de entrega de encomendas no nosso marketplace com o lançamento de rotas de carga aérea da Ásia a Madrid pela Cainiao, bem como a abertura de armazéns do AliExpress em Espanha, através de alianças com operadores logísticos locais, como no resto da Europa“, disse William Wang, diretor geral do AliExpress na Espanha.

Por este motivo, temos o prazer de anunciar o lançamento dos primeiros lockers da marca AliExpress neste mercado, uma iniciativa que demonstra o nosso interesse em tornar um pouco mais fácil a vida dos clientes espanhóis, permitindo-lhes escolher um posto de recolha perto de casa ou local de trabalho, para que possam decidir o melhor momento para recolher as suas compras no seu dia a dia, aumentando assim o valor que os clientes encontram dentro da nossa plataforma“.